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80% das cirurgias plásticas recorridas pelo SUS são reparadoras

Fonte: Segs, por Vanessa Fusco

Segundo matéria publicada pelo portal Segs, no dia 8 de março, no Brasil, de 100 casos de pessoas que recorrem à cirurgia plástica pelo SUS, 80% delas são cirurgias reparadoras e apenas 20% estéticas.

Já nos consultórios privados, a realidade é outra, 73% das cirurgias são com finalidade estética e somente 23% são cirurgias reparadoras.

“Ao falarmos em cirurgia plástica, imediatamente nos vêm à mente exemplos de intervenções ligadas apenas à beleza do paciente, ou seja, cirurgias estéticas, como lipoaspiração, lifting facial, aumento de mamas, entre outros. Mas, a função dessa especialidade é muito mais ampla e capaz de beneficiar milhares de pessoas.

O cirurgião plástico e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Regional São Paulo, Carlos Alberto Komatsu, explica que a cirurgia plástica envolve desde um fio de cabelo até os dedos do pé. “Felizmente, hoje é possível reconstruirmos os ossos da face de uma pessoa que lesou o maxilar devido a um tiro de revólver, por exemplo”, diz o cirurgião.

As mãos de um cirurgião plástico não se prestam apenas para lidar com a beleza. As técnicas avançadas desses profissionais são capazes de trazer novas expectativas aos que sofreram com queimaduras, venceram o câncer, sofreram tentativa de homicídio ou suicídio, acidentes automobilísticos, entre outros.

A pesquisa encomendada pela SBCP, divulgada em 2009, mostra um levantamento realizado entre setembro a dezembro de 2008 e indica que 73% das cirurgias realizadas no Brasil são com finalidade estética e 23% são cirurgias reparadoras.

Vale ressaltar que esses dados não se baseiam nessa pesquisa, já que nem todos os médicos entrevistados atendem também no setor público. Foi levado em consideração a experiência diária dos médicos, que além dos consultórios particulares, possuem jornada de trabalho pelo SUS – Sistema Único de Saúde, em que as cirurgias reparadoras realizadas chegam à marca de 80%.

“Nos consultórios privados, os cirurgiões atendem mais casos de pacientes que procuram as cirurgias estéticas. Já nos hospitais públicos, o atendimento praticamente gira em torno das cirurgias reparadoras”, afirma o presidente da entidade.

Ainda de acordo com a SBCP-SP, há uma grande porcentagem dos cirurgiões membros da Sociedade que realizam algum trabalho social nos hospitais públicos para beneficiar os menos favorecidos. O único agravante é que a fila para a realização de cirurgias reparadoras é muito grande e a média de operações por dia é ainda é muito baixa”.


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